Agentes mirins atuam no combate à dengue
Agentes mirins atuam no combate à dengue
Por meio de projeto desenvolvido pela Seduc, os próprios alunos da escola Navio se revezam para evitar proliferação do vetor
Existe uma frase que diz: “O que se faz agora com a criança é o que ela fará depois com a sociedade”.
Atenta a este princípio, a Escola Municipal Doutor João Franco de Godoy (Navio) embarcou no projeto
“Agente Mirim contra a Dengue”, desenvolvido pela Secretaria Municipal da Educação (Seduc), e
colocou os alunos para serem combatentes do mosquito Aedes aegypti. Munidos de informações que
absorveram da leitura diária de O Imparcial, incrementadas com orientações advindas dos educadores
que também estão empenhados na causa, os estudantes do 4º e 5º anos se revezam em rondas diárias
para garantir que o mosquito não encontre abrigo pelas dependências da escola.
Na Navio, todo dia é dia de conscientização. Ainda quando se sabe que o município tem altos índices de
contaminação este ano, como lembra Fernanda Alves Lima, 9 anos. “A dengue é muito perigosa, pode até
matar e eu não quero que isso aconteça com ninguém. Uma tampinha com água já é suficiente para que o
mosquito procrie. Tem que tomar cuidado”, aponta.
E o cuidado é diário no ambiente escolar das crianças. Todos os dias, dois representantes de cada sala
participante se equipam de crachá e colete e saem “à caça” do vetor. Guiados pelo zelador do colégio,
Valter Luis da Silva, eles vasculham cada canto do prédio. Todos os pratos de plantas são inspecionados
para garantir que não acumulem água. O lixo que, porventura, pode se tornar ambiente favorável para
a procriação do mosquito é prontamente recolhido pelos agentes mirins, que não têm dúvidas quanto à
importância da sua atuação para a comunidade. “Prevenindo a dengue, evitamos que algum amigo nosso
fique doente, por exemplo”, destaca Cauã Teotônio Silva, 10 anos.
Com a mesma preocupação, Isabelly Franco dos Santos, 10 anos, planejou suas estratégias de ataque ao
mosquito. “Temos que colocar as garrafas de boca para baixo e procurar os demais objetos que juntam
água e fazer o mesmo”, orienta.
Após o passeio educativo por toda a extensão do colégio, os agentes mirins voltam para a sala de aula
onde fazem um relatório da atuação do dia. Eles também contam para os demais como anda a situação
da instituição, pontuando aspectos positivos e negativos.
Educadores
O programa da Seduc que auxilia a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) será desenvolvido por todo o
ano letivo e conta com a participação de toda equipe escolar. Os professores envolvidos, diretamente,
com as ações, contam que os resultados são visíveis e estendidos ao lar dos alunos, como relata
Dalva Carvalho do Couto Rampaso. “Eles são divulgadores e levam as orientações para casa,
passando-as para seus pais. O interesse deles pelo assunto é inegável, eles se importam com a
situação”, coloca a educadora do 5º ano.
Também professora do 5º ano, Liana Rose de Lima Augusto Leandro, conta que as ações realizadas
dentro do programa O Imparcial na Escola são articuladas com o projeto da Seduc e auxiliam no
conhecimento de dados significantes sobre a dengue. “Na leitura diária do jornal buscamos por
reportagens relacionadas ao assunto e nos atualizamos quanto à situação da cidade”, comenta.
A educadora do 4º ano, Janaina Calhabeu Ferreira, está satisfeita com a participação dos discentes.
“Eles gostam muito. Se pudessem escolher, não haveria revezamento. Todos iriam todos os dias”, brinca.
Além destas três educadoras, Ana Maria Semensati Alves (5º ano) e Sônia Medikian (4º) também
atuam no projeto.
Eles são divulgadores e levam as orientações para casa, passando-as para seus pais.
O interesse deles pelo assunto é inegável, eles se importam com a situação
Dalva Carvalho do Couto Rampaso, PROFESSORA




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